segunda-feira, julho 07, 2008

A Banda (THE BAND’S VISIT)


O filme A Banda, do diretor e roteirista israelense Eran Korilin, que vem acumulando prêmios em diversos festivais de cinema, é uma grata surpresa e não só pela inusitada temática.

Embalado por uma bela trilha sonora ao estilo jazzístico e pela adoção de tempos estendidos, ao estilo do mestre Antonioni, e também com claras referências ao cinema de Wim Wenders, A Banda ambienta-se em uma cidade perdida no deserto israelense. O tempo parece ali parar. E é nesse estado de suspensão da ação que somos mergulhados no universo de solidão não só do lugar em si, mas muito mais dos personagens, tanto dos que chegam, os músicos, quanto dos que ali permanecem para sempre.

Ao longo do filme, quase nos esquecemos de que tais personagens pertencem a dois grupos tradicionalmente conflituosos entre si: egípcios e israelenses. E esse é o grande atrativo de A Banda, a exposição do mundo interior desses personagens, mostrados apenas como pessoas comuns, exposição esta conduzida com extrema sensibilidade, como todo o bom cinema é capaz de realizar. Um filme que consegue tocar espectadores de culturas tão diversas e distantes, como eu e meu amigo Paulo, que assistíamos ao filme mergulhados naquela atmosfera contemplativa em uma sala de cinema do Rio de Janeiro, Brasil, América do Sul.

Estão ali personagens universais, facilmente identificáveis e verossímeis, outro aspecto basilar que o bom cinema procura retratar. Diante da tela, encontram-se pessoas iguais a nós, independente de qualquer nacionalidade. Simplesmente pessoas. É disso que trata A Banda, filme que recomendo especialmente àqueles que apreciam um cinema que se permite dar-se à contemplação. (Em cartaz no Rio e em São Paulo).

Para ouvir a bela música-tema do filme, basta acessar seu site oficial: http://www.thebandsvisit.com/intro.html


Sinopse
Os músicos de uma pequena banda militar egípcia chegam a Israel para se apresentar num grande evento, mas em razão da burocracia - ou da total falta de sorte mesmo – acabam esquecidos no aeroporto. Ao tentar seguir viagem por conta própria, sendo que apenas o jovem Haled fala inglês, e nenhum deles entende uma única palavra em hebraico, acabam numa pequena cidade em algum lugar no coração do deserto israelense. Uma banda perdida numa cidade perdida. Logo são acolhidos pelos amigáveis moradores que, apesar das diferenças culturais, abrem seus corações aos forasteiros. Durante 24 horas, a música e o amor criam entre eles uma conexão inesquecível.

O Diretor
O diretor e roteirista ERAN KOLIRIN nasceu em 1973 em Israel. Seu primeiro trabalho para cinema foi o roteiro de “Zur – Hadassim”, pelo qual recebeu o prêmio Lipper de melhor roteiro no Jerusalem International Film Festival de 1999. Em 2004, ERAN KORILIN escreveu e dirigiiu “The Long Journey”, um filme feito para a TV. A BANDA é seu primeiro longa-metragem e, atualmente, ele trabalha no roteiro de seu próximo fillme, “Pathways in the Desert”.

TÍTULO ORIGINAL: “BIKUR HATIZMORET”
ANO DE PRODUÇÃO: 2007


domingo, junho 08, 2008

Dica de livro sobre Documentário



Documentário - Técnicas para uma Produção de Alto Impacto

O livro “Documentário: Técnicas para uma Produção de Alto Impacto” ressurge no mercado editorial brasileiro em sua segunda edição, atualizada e ampliada. A autora, a cineasta americana Sheila Curran Bernard, vem analisar filmes veiculados recentemente pela indústria cinematográfica, além de revelar como construir uma estrutura narrativa de sucesso.

Para ela, a crescente popularidade dos documentários, que surgem a partir de vídeos, materiais factuais, histórias de arquivos e dramas da vida real, resulta na construção de roteiros mais impactantes.

E, por isto, o livro aponta os elementos fundamentais na aplicação de uma linguagem eficaz na criação de diversificados estilos narrativos.

Sheila explica que o documentário é um discurso de auto-expressão, como romances, canções ou pinturas, podendo ser criado em diferentes formatos. Quando bem formulado, é um instrumento que, de certa forma, compensa o descompasso entre culturas ou expõe realidades desconhecidas. E, apesar de muitas vezes promover entretenimento, o conteúdo deve possuir um caráter inspirador, motivador e educacional. Diferente do que é produzido pela indústria de Hollywood.

Geralmente, este estilo de filme é derivado da reflexão sobre assuntos polêmicos a respeito da condição humana, que deve conquistar o público e, ao mesmo tempo, ser desafiador, incômodo ou até humorístico.


Sobre a autora: Sheila Curran Bernard é cineasta e consultora de projetos que incluem a transmissão e exibição de documentários em cinemas, museus e salas de aula. Ganhou prêmios consagrados como Emmy e Peabody. Recentemente, a autora lecionou como professora convidada na Princeton University.


Serviço:

Documentário – Técnicas para uma produção de alto impacto
Editora Campus-Elsevier
Autora: Sheila Curran Bernard

A OUTRA - The Other Boleyn Girl

Na Inglaterra do século XVI duas irmãs, Ana (Natalie Portman) e Maria Bolena (Scarlett Johansson) disputam ferozmente o posto de esposa do rei Henrique VIII (Eric Bana).
Baseado no best-seller A Irmã de Ana Bolena, de Philippa Gregory, A OUTRA é uma história envolvente e provocante de intriga, romance e traição usando como plano de fundo um momento importante da história.
2008.

Inglaterra/EUA
115 Minutos
O filme tem estréia prevista para 13 de junho.

Valsa para Bruno Stein

Adaptação do livro de Charles Kiefer, Valsa para Bruno Stein narra a história de uma família em conflito que vive no interior do Rio Grande do Sul, onde Bruno (Walmor Chagas) mantém uma olaria. Um súbito encontro desperta nele a vontade de viver. Bruno se apaixona pela nora Valéria (Ingra Liberato), mas ambos lutam para sufocar o sentimento.
Por sua interpretação no filme Ingra Liberato recebeu o prêmio de melhor atriz no 35º Festival de Gramado.
Ficha Técnica:
Direção de Paulo Nascimento
Elenco: Walmor Chagas, Ingra Liberato, Aracy Esteves e Fernanda Moro
Distribuição: Panda Filmes
2007
Brasil
88 min
Estréia em 13 de junho
Site do filme: http://www.accorde.com.br/valsa/

1958, o Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil

"1958, o Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil" é um documentário dirigido por José Asbeg, sobre a primeira vitória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1958.
Em junho, os brasileiros comemoram o cinqüentenário da conquista do seu primeiro título mundial no futebol. Para registrar a data, o cineasta José Carlos Asbeg está lançando o documentário 1958 - O ano em que o mundo descobriu o Brasil. Repleto de imagens históricas, o filme apresenta depoimentos de decanos que participaram da final Brasil 5 X 2 Suécia - o jogo que levou a taça Jules Rimet aos braços do Bellini. Didi, Nilton Santos, Zagalo, Djalma Santos, Zito e os suecos Borjesson, Parling, Hamrin, Simonsson, Liedholm relembram os lances da Copa onde Garrincha driblou graciosamente os maiores craques do mundo.
Entre os 50 entrevistados destacam-se o francês Just Fontaine, o artilheiro da Copa de 58; os jogadores brasileiros Dino Sani, Mazzola e Moacir; Paulo Amaral, preparador físico da seleção de 58, falecido recentemente; o jogador austríaco Helmut Senekowitsch; Victor Tsarev da então seleção da URSS que cumpriu a árdua tarefa de “marcar” o genial futebolista de 17 anos, que fazia sua estréia em copas do mundo – o Pelé. O filme apresenta, ainda, depoimentos de jogadores e membros das comissões técnicas da França, Áustria, Inglaterra, País de Gales e Suécia.
1958 - O ano em que o mundo descobriu o Brasil registra reflexões de um time de peso de comentaristas esportivos e jornalistas. Luis Mendes, Orlando Duarte, Villas-Boas Corrêa, João Máximo, o inglês Brian Glanville, entre outros, falam sobre o futebol plástico, cavalheiresco, com improvisos geniais e a construção de um dos aspectos mais marcantes da nossa identidade nacional - o arrebatamento da torcida verde amarela. Em meados dos anos 50, o país tinha, no âmbito cultural, a Bossa Nova e o Cinema Novo. Via o nascimento de Brasília pelas mãos de Juscelino. Na esfera dos esportes, Eder Jofre levava a vitória do peso mosca. Ademar Ferreira da Silva, a do salto triplo. Maria Esther brilhava em Wimbledon. No futebol, ansiava esquecer a fatídica final no Maracanã, onde em 50 perdeu o mundial para o Uruguai. A primeira estrela no escudo da seleção canarinho nos transformou no país do futebol.
Ficha Técnica:
Brasil, cor e p/b, 90 min., livre.
Direção: José Carlos Asbeg
Diretor Assistente: Jorge Mansur
Produção: Palmares Produções e Jornalismo
No dia 13 de junho a Pandora Filmes estará lançando nos cinemas o documentário simultaneamente no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Curb Your Enthusiasm – A Reinvenção do Sitcom

  Curb Your Enthusiasm é um dos mais brilhantes sitcoms da televisão norte-americana depois de Seinfeld . O criador de ambos, Larry David...