domingo, junho 17, 2012

Festival de Cinema Argentino traz o premiado e inédito Las Acacias

Em comemoração aos 15 anos da Rede Cinemark, a cadeia de cinemas promove com exclusividade o 1º Festival de Cinema Argentino, realizado em parceria com o Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA) da Argentina. A programação reúne longas-metragens do cinema argentino contemporâneo – entre eles, o premiado ‘Las Acacias’, de Pablo Giorgelli, vencedor da Câmera de Ouro do Festival de Cannes de 2011. O evento chega ao Rio de Janeiro entre 22 e 28 de junho, no Shopping Downtown, exibindo dois filmes por dia. Em agosto, o festival passa por Florianópolis, entre os dias 10 e 16 e Porto Alegre, entre 24 e 30.


"Las Acacias" traduz muito bem a alma do cinema argentino, focado em personagens simples, comuns e num roteiro distante da cartilha hollywoodiana, sem viradas ou lições ao final. A vida é mostrada visualmente, tal qual transcorre no cotidiano, com naturalismo, sem exacerbações dramáticas. É muito mais a imagem, que qualquer outra coisa, o condutor da história. Rubén é um caminhoneiro argentino que viaja de Assunção, no Paraguai, a Buenos Aires, na Argentina, e que dá carona a Jacinta, uma paraguaia com sua filha de cinco meses. Esse é o mote de “Las Acacias”, uma cativante narrativa sobre caminhos que se cruzam aleatoriamente e nos fazem refletir sobre a simplicidade da vida. 



quarta-feira, março 21, 2012

morre Tonino Guerra e o roteiro de poesia

Morreu hoje Tonino Guerra, um dos maiores roteiristas de todos os tempos. Argumentista do vazio e do texto poético para cinema, foi autor, assim como o fora Suso D’Amico (morta em julho de 2010), de algumas das grandes obras-primas do cinema. Trabalhou, entre outros, com Federico Fellini e Andrei Tarkovski, Mas foi com Antonioni que construiu a trilogia da incomunicabilidade (A Aventura, 1960, A Noite, 1961, e O Eclipse, 1962). Tonino confeccionava o tempo no roteiro a sua maneira, dentro de uma estrutura aberta e poética na qual elaborava uma descrição de cenas corriqueiras, como nas imagens sem diálogos que fazem parte dos sete minutos finais de O Eclipse. Tempos mortos que entraram para a história do cinema e inspiraram e inspiram diretores ainda hoje, como Gus van Sant, Terrence Malick, Sofia Coppola e tantos outros. Um dia triste, um dia vazio, sem a presença de Tonino Guerra... fica seu legado, um vasto material para estudo e reflexão sobre o papel do roteiro/argumento no cinema...

quinta-feira, novembro 10, 2011

La piel que habito

La piel que habito (2011), de Pedro Almodóvar, é um filme muito bem cuidado, seja no detalhamento dos objetos de cena, decoração e figurinos, quanto no roteiro, direção, fotografia, montagem. Contando com a colaboração de Jean Paul Gaultier, Almodóvar mistura gêneros como a ficção científica, o noir e o terror, naquele que pode ser considerado seu melhor filme. E o mais feminista. Aliando o pendor natural do diretor pela temática, em La piel que habito, soma-se a influência da artista plástica Louise Bourgeois, morta em maio de 2010, cujas obras pontuam a película. Acima de tudo, um filme para ser refletido sob muitos ângulos.

segunda-feira, agosto 22, 2011

Esses Amores (Ces Amour Là)

Esses Amores (Ces Amour Là, 2010) é a homenagem de Claude Lelouch, em seu 51o. filme, ao cinema. Se tal intenção não estivesse expressa nos letreiros que precedem a exibição, certamente seria deduzido pelo espectador da primeira à última cena do filme. Se isso não bastasse, o diretor compõe uma narrativa dramática permeada por uma boa história, contada visualmente, leve e distante dos dramas hollywoodianos. Ótimo filme, na minha opinião.

Sinopse:
Ilva é uma mulher que se apaixona facilmente. Desatenta e despreocupada como seu amor pode ser visto pelos outros, ela se vê presa as conseqüencias de seus atos.
Primeiro na França dominada pelos Alemães, ela se apaixona por um nazista, o que indiretamente leva a morte de seu pai. Para muitos, sua relação era vista como uma colaboração com os nazistas.
Seu próximo amor traz mais tragédia. Durante a libertação da França em 44, quando ela é violentamente obrigada a responder sobre sua relação com a Alemanha, ela é salva por dois soldados americanos, um branco e um negro. Ela então se apaixona pelos dois, ao mesmo tempo. Sua incapacidade de escolha entre eles cria conflitos, tristezas e assassinato.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Speelbound (Quando Fala o Coração, 1945)


Speelbound (1945) é um dos filmes mais curiosos entre a filmografia de Alfred Hitchcock. Mescla suspense, psicanálise e influências do movimento cinematográfico surrealista. A sequência do sonho, narrada pelo personagem interpretado por Gregory Peck, é baseada em desenhos de Salvador Dalí (figura acima), e tem elementos oníricos típicos daquele movimento. Talvez seja o filme mais rico de Hitchcock no tocante à relação entre a psicanálise e o surrealismo. E um dos melhores exemplos daquela vanguarda no cinema misturada ao gênero suspense.

Ingrid Bergman é a psicanlista que tenta fazer com que o personagem de Peck recupere a memória. O grande destaque é a presença do ator Michael Chekhov, como o Dr. Alexander Brulov (foto abaixo).

Speelbound é uma preciosidade que recebeu no Brasil um título em muito reducionista (Quando fala o coração). 

Curb Your Enthusiasm – A Reinvenção do Sitcom

  Curb Your Enthusiasm é um dos mais brilhantes sitcoms da televisão norte-americana depois de Seinfeld . O criador de ambos, Larry David...