quinta-feira, novembro 21, 2024

Um recomeço

                                                                 Photo by Denise Duarte


Após 9 anos sem postar em meu blog, estou de volta. Cinéma retorna em novo formato e com mais interação com o público através de seus perfis no Instagram e no X. 

A nova programação incluirá não somente comentários sobre filmes em cartaz e clássicos do cinema, mas agora também sobre as estreias no streaming e outras novidades que estou preparando com muito cuidado para vocês. 

Sigam-nos no Instagram e no X.

Até breve, pessoas!

quinta-feira, novembro 14, 2024

Zona de Interesse e Filho de Saul - quando o background diz muito


 

O que torna um filme inesquecível?

Essa poderia ser uma daquelas perguntas cuja resposta vale 1 milhão de dólares. 

Uma diretora de cinema perguntou-me certa vez por que Cidadão Kane é tido como o grande clássico do cinema. Para quem estuda essa arte, a resposta alcança múltiplas razões.

O cinema, sob a ótica do mestre do cinema francês, François Truffaut, pode ser expresso como "o prazer dos olhos". O que  traduz, entre outros, a sensação de bem-estar que levamos conosco após deixarmos a sala de cinema, aquela certeza de termos visto um bom filme, do qual nos lembraremos por muitos anos, não raro pela vida toda.

Mas e quando a obra não nos traz esse enlevo? E quando estamos diante de algo que o sabemos grandioso, marcante, impactante, mas que nos direciona a outros sentimentos, como a reflexão histórica e filosoficamente crua sobre a maldade humana?

Esse é o caso de filmes como o húngaro Filho de Saul (Saul Fia, 2015) e o britânico Zona de Interesse (The Zone of Interest, 2024). Quando assisti a este último reportei-me de imediato ao primeiro. Não somente pela temática semelhante, já que ambos são ambientados no período da Segunda Guerra Mundial e abordam o holocausto.

O ponto que muito me chamou atenção em ambos os filmes foi o uso do background. Tanto o diretor e roteirista húngaro László Nemes, em Filho de Saul, quanto o britânico Jonathan Glazer, em Zona de Interesse, constroem, de modos distintos, uma narrativa onde o que acontece ao fundo é mais impactante do que as cenas em primeiro plano: um contraste cru com a impiedosa frieza dos algozes.

Se décadas antes, Noite e Neblina (Nuit et brouillard, 1956), de Alain Resnais, e A lista de Schindler (Schindler's List, 1993), de Steven Spielberg, trataram do tema do holocausto de modo ímpar, sendo o filme de Resnais considerado ainda uma pequena obra-prima, Filho de Saul, que nos coloca dentro da cena, e Zona de Interesse trazem uma nova forma de retratar o horror histórico, retrato esse tão crucial neste impensável momento do ressurgimento do antissemitismo no mundo de hoje.











Curb Your Enthusiasm – A Reinvenção do Sitcom

  Curb Your Enthusiasm é um dos mais brilhantes sitcoms da televisão norte-americana depois de Seinfeld . O criador de ambos, Larry David...