quinta-feira, novembro 21, 2024
Um recomeço
quinta-feira, novembro 14, 2024
Zona de Interesse e Filho de Saul - quando o background diz muito
O que torna um filme inesquecível?
Essa poderia ser uma daquelas perguntas cuja resposta vale 1 milhão de dólares.
Uma diretora de cinema perguntou-me certa vez por que Cidadão Kane é tido como o grande clássico do cinema. Para quem estuda essa arte, a resposta alcança múltiplas razões.
O cinema, sob a ótica do mestre do cinema francês, François Truffaut, pode ser expresso como "o prazer dos olhos". O que traduz, entre outros, a sensação de bem-estar que levamos conosco após deixarmos a sala de cinema, aquela certeza de termos visto um bom filme, do qual nos lembraremos por muitos anos, não raro pela vida toda.
Mas e quando a obra não nos traz esse enlevo? E quando estamos diante de algo que o sabemos grandioso, marcante, impactante, mas que nos direciona a outros sentimentos, como a reflexão histórica e filosoficamente crua sobre a maldade humana?
Esse é o caso de filmes como o húngaro Filho de Saul (Saul Fia, 2015) e o britânico Zona de Interesse (The Zone of Interest, 2024). Quando assisti a este último reportei-me de imediato ao primeiro. Não somente pela temática semelhante, já que ambos são ambientados no período da Segunda Guerra Mundial e abordam o holocausto.
O ponto que muito me chamou atenção em ambos os filmes foi o uso do background. Tanto o diretor e roteirista húngaro László Nemes, em Filho de Saul, quanto o britânico Jonathan Glazer, em Zona de Interesse, constroem, de modos distintos, uma narrativa onde o que acontece ao fundo é mais impactante do que as cenas em primeiro plano: um contraste cru com a impiedosa frieza dos algozes.
Se
décadas antes, Noite
e Neblina (Nuit
et brouillard, 1956), de Alain Resnais, e A
lista de Schindler
(Schindler's
List, 1993), de Steven Spielberg, trataram do tema do holocausto de
modo ímpar,
sendo o filme de Resnais considerado ainda uma pequena obra-prima, Filho de Saul,
que
nos coloca dentro da cena,
e Zona
de Interesse
trazem uma
nova forma de retratar o
horror histórico, retrato
esse tão crucial neste
impensável momento do
ressurgimento do antissemitismo
no mundo de hoje.
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